Todos os postsGuia prático

Vacinas durante o tratamento do câncer: quais tomar, quando e quem da casa também

Leve a carteira de vacinação à primeira consulta. O ideal é pôr em dia as vacinas inativadas duas a quatro semanas antes de começar, sem atrasar o tratamento; vacinas de vírus vivo ficam para depois, com liberação da equipe.

Equipe editorial Aura SaúdeRascunho, sem revisão clínica
Ilustração de um escudo com uma cruz no centro
Ilustração Aura

Quem faz quimioterapia tem mais risco de infecções, e algumas delas, como gripe, covid e pneumonia, podem ser evitadas com vacina. Ao mesmo tempo, o tratamento muda o que pode ser aplicado e quando.

Em 2024, a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) publicou uma diretriz sobre vacinação de adultos com câncer, partindo das recomendações de 2013 da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas (IDSA). Os pontos centrais valem para quase todo mundo.

Antes de começar

A diretriz pede que a situação vacinal seja registrada logo na primeira consulta e que as vacinas que faltam sejam aplicadas o quanto antes, sem atrapalhar o tratamento. O ideal é que isso aconteça duas a quatro semanas antes do início.

Vacinas inativadas, que não têm vírus nem bactéria vivos, também podem ser aplicadas durante ou depois do tratamento. No meio da quimioterapia a resposta pode ser menor, mas a vacina ainda ajuda.

As que costumam entrar na lista

Entre as vacinas que a diretriz cobre:

  • Gripe (influenza), a cada temporada, na versão injetável
  • Covid-19, seguindo o calendário vigente do Ministério da Saúde
  • Pneumocócica
  • Hepatite B, para quem não é vacinado
  • Reforço de difteria, tétano e coqueluche, herpes-zóster e HPV, conforme a idade e o histórico

A indicação exata depende da idade, do câncer e do tratamento. Quem recebe remédios que eliminam linfócitos B, terapia CAR-T ou transplante de medula segue regras próprias, com revacinação depois.

Vacinas de vírus vivo

Vacinas feitas com vírus vivo atenuado, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), a de varicela e a de febre amarela, devem ser evitadas durante o tratamento, porque o vírus enfraquecido pode causar doença em quem está com a imunidade baixa. Quando elas podem voltar depende do tratamento e é decidido pela equipe.

Quem mora com você

Vacinar a família também protege quem está em tratamento. Segundo a diretriz, as pessoas da casa podem tomar inclusive tríplice viral e varicela, sem risco significativo de transmissão. A vacina da gripe de cada ano, para todos da casa, é uma das proteções mais simples.

Onde vacinar pelo SUS

O que levar à consulta

A carteira de vacinação, ou uma foto dela, e três perguntas: quais vacinas faltam, quais posso tomar antes de começar e quais ficam para depois?

Além das salas de vacina comuns, o SUS tem os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), que aplicam vacinas fora do calendário de rotina em pessoas com a imunidade comprometida, conforme um manual do Ministério da Saúde. Em geral, é preciso levar relatório médico com o diagnóstico e a indicação das vacinas, e exames quando houver.

Fontes

  1. Kamboj M, et al. Vaccination of Adults With Cancer: ASCO Guideline — Journal of Clinical Oncology, 2024
  2. ASCO Issues New Guidance on Vaccinations for Adults With Cancer — The ASCO Post
  3. ASCO releases vaccination guidelines for adults with cancer — MDedge
  4. CRIE, Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais — Prefeitura de Belo Horizonte

Conteúdo informativo, produzido a partir de estudos e documentos públicos citados em cada artigo. Não substitui orientação, diagnóstico ou conduta de profissionais de saúde — resultados de pesquisa descrevem populações estudadas, não o seu caso. Converse sempre com sua equipe assistencial antes de qualquer decisão sobre o tratamento.

This page is not translated yet — it is still in Portuguese.